quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Barbie Expo and the Barbie Concept

Acreditem, esse post foi tão importante que eu fiquei quatro dias só para ir à exposição e não tirei foto minha por causa de uma espinhazinha que teimou em aparecer justo hoje...

Mas, como uma criança dos anos 90, eu brinquei com Barbie.
Sou da época que a Barbie era bonita, não tinha um rosto ossudo como as de hoje. A minha (que era da minha irmã, na verdade) tinha até um rostinho redondo.
Enquanto eu caminhava em direção à praça onde a exposição aconteceu, eu fiquei pensando no que escreveria aqui... Sobre uma coisa que eu gosto de chamar de "Barbie Concept": exatamente o que me fez não tirar foto nenhuma por causa da espinha.

Créditos da Exposição

Durante uma das aulas de Psicologia do curso, nós falamos sobre a substituição das bonecas bebês pela Barbie. O professor disse que as bonecas bebê incentivavam as meninas a serem mães, enquanto às Barbie eram uma projeção. Ele realmente repudiava essa condição das bonecas Barbie.

Não que eu ache certo incentivar crianças a serem extremamente magras, mas se projetar numa Barbie não é necessariamente ruim. A boneca já teve/tem uma porção de profissões, de policial a modelo, professora a veterinária. Ela é ela mesma, não precisa de um marido (porque até hoje ela e o Ken estão num chove não molha, né?).

Barbie, pra mim, não é um conceito vazio. Ela viajou o mundo, ela tem uma representação em cada país, monumento, em cada época. Querendo ou não, elas são importantes.
Glamurosas Barbie Big Ben e aeromoças

Glamurosas Barbie Estátua da Liberdade

Glamurosas Barbie ao redor do mundo: Torre Eiffel e Sidney Opera House
Tem Barbie deusa pra cada continente (as mais bonitas, na minha opinião). Barbie representa a graça e a força feminina, a capacidade de se virar sozinha e ser o que quiser ser. Não precisa se prender a convenções sociais só porque dizem que o papel da mulher é ser dona de casa/cuidar do marido/mãe. A mulher pode ser qualquer coisa e, ao contrário do senso comum, não é porque ela é trabalhadora que precisa ser mal cuidada. Barbie mostra isso.
Afinal por que só o Max Steel pode viver grandes aventuras e a menina deve ficar ninando o bebê?

Deusa America

Deusa Europa

Deusa África

Deusa Ásia


Certo, Barbie cometem equívocos, recorrem a esteriótipos, abusam de sensualidade. Mas, se contornarmos isso, elas podem ser alguma coisa boa também. Podem trazer algum benefício para quem brinca. Eu, por exemplo, brinque de Barbie desde que me lembro. As minhas faziam parte da equipe X-Men e lutavam para proteger sua casa, usando seus poderes mágicos. 
Bonecas bebê não seriam capazes de gerar tal aventura, eu acho. Mas a minha projeção era perfeitamente realizada por aquelas bonecas.

Renascença

Princesa Africana

Rainha Cleópatra 
Enfim, eu não fiquei nada desapontada com a exposição. Era realmente o que eu esperava ver, bonecas lindas, roupas cheias de detalhes, curiosidades sobre cada país de onde elas estavam caracterizadas...
Eu só não esperava ter esse insight pra post. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ano Novo Chinês - Ano do Cavalo

Sábado escaldante (ok, nem tanto) acordei cedo e fui à Liberdade, bairro paulista famoso pela influência oriental. 
Admito, fui com minha mãe e irmãos apenas procurar tinta de cabelo pra minha tia, na Ikesaki. 

Mas fomos pegos de surpresa pela festa do Ano Novo Chinês. A festa começou ontem e vai até amanhã, uma vez que o ano novo chinês é comemorado nos dias 30 e 31 de Janeiro.

Uma feira enorme, cheia de comidas típicas, um dragão inflável na frente de um palco onde apresentaram artes marciais (não pude ficar pra ver, mas é sempre um espetáculo muito bom!), roupas com temas de anime/mangá, enfeites pra celular, pra porta de casa, pra tudo o que você pensar! (como convém ao bairro).

Dragão!!

Iniciou-se o Ano o Cavalo, que simboliza o movimento e a ação, obstinação de chegar lá (segundo minha breve pesquisa no Google). Para muitos, dizem os astrólogos, o ano do cavalo vai trazer fartura e boa sorte. Mesmo quem não acredita nisso, pode ficar muito esperançoso com 2014!

A festa é realmente bonita, cheia de gente, música , lindinhos balões amarelos que ocasionalmente voam pelo céu (ou no meu caso, param no teto da entrada do Bradesco), chapéus no estilo chinês que vieram bem a calhar pelo sol forte que estava fazendo.

A parte que eu mais gostei foi o desfile na rua Galvão Bueno. Foi lindo, com a presentação de taikos e (eu realmente não sei se tem um nome específico) aqueles dragões manipulados por pessoas. Eu simplesmente achei fantástico como tudo é sincronizado.




Uma rua inteira colorida em tons de vermelho e dourado, dando boas vindas à sorte. Uma vista fantástica!

Pelas fotos da pra perceber quantas pessoas tinha lá, certo?







Haviam outras criaturas da cultura oriental também estavam presentes.


Não dá pra sentir o cheiro da comida da Liberdade e não ficar tentado em almoçar lá. Pelo menos pra mim, que sou apaixonada por qualquer tipo de comida (vão perceber isso com o tempo *risos*), principalmente oriental.

Experimentei pela primeira ver o tako yaki (bolinhos de polvo), comi bolinhos de camarão e frango xadrez com macarrão de arroz. Um almoço nada comum pra mim.









Não sei dizer se acredito nessas coisas de horóscopo (tanto ocidental quanto oriental), mas foi realmente uma sorte estarmos lá na festa de ano novo. E quem sabe esse cavalo não traz os bons ventos que estou precisando esse ano? :)
Seja como for, bem vindo Ano do Cavalo!!

Uma velhinha caiu durante a produção dessa foto.
Ela ficou bem.
Se nunca visitou o bairro da Liberdade e tiver oportunidade, faça! O bairro é lindo, mesmo em dias normais!