sexta-feira, 29 de agosto de 2014

28.08.2014 - Lucy

Esse filme me ensinou que usar só 10% do meu cérebro está de ótimo tamanho!

Então, ontem eu fui assistir "Lucy" no cinema. Gostaria de fazer isso mais vezes, admito: ver um filme do qual não sei nada. Não foge muito do que eu estou acostumada, ficção científica com bastante ação de muito efeitos especiais.

O filme começa bem normal: Lucy conversa com Richard, um cara com quem ela tem ficado por uma semana, e ele tenta convencê-la a terminar um serviço para ele. O "serviço" consiste em entrar num hotel e entregar uma maleta. Simples. Mas mesmo assim, a moça nega e acaba sendo obrigada a fazê-lo (porque o cara a algema na maleta).

E é aí que a confusão começa. Lucy fica refém de uma quadrilha coreana (se não me engano) e acaba se tornando uma "mula". (Ok, vou explicar só porque gosto de explicar, porque acho que a maioria das pessoas já ouviu esse termo. A "mula" é uma pessoa que carrega drogas de um país para o outro dentro do próprio corpo). Completamente sozinha e assustada, Lucy tenta apenas se manter viva.


Mas, numa das poucas cenas onde sexualidade é abordada (comento isso mais tarde), um dos membros da quadrilha a espanca e acaba por estourar o saquinho de drogas dentro do corpo dela, gerando a ingestão indesejada de uma enorme quantidade da substância. E por causa disso, o cérebro de Lucy começa a se desenvolver extremamente rápido e ninguém, nem mesmo ela, sabe o que vai acontecer a partir daí.

*Aqui temos que levar em conta que aquela história que só usamos apenas 10% do nosso cérebro é verdade. Essa teoria já foi desmentida, mas convenhamos que é bem interessante pensar que somos potencial desperdiçado por natureza :)

Lucy passa a ter controle sobre seu próprio corpo (escuta tudo, vê tudo, sente tudo), controla o corpo dos outros, a matéria (telecinésia - que seria muito útil no mundo real, certo?), ondas magnéticas e de rádio. Seu cérebro alcança grandes compreensões da verdade sobre o mundo, sobre a humanidade e sobre o tempo. Ela se torna onisciente. E essa onisciência faz com que saiba que, quando atingir 100%, seu corpo não vai mais aguentar.

Ela não está te controlando.

O roteiro em si é bastante filosófico (quem quiser, pode ler "filosófico" como confuso), reflexivo. O que começa como uma jornada de uma hora e meia de ficção científica barata acaba se tornando num debate existencialista intenso; O que é o tempo? O que é o ser humano em relação a esse tempo? O que somos? E o que fazemos com o que somos? Pleo menos foi isso que aconteceu comigo...

*Sobre a sexualidade: eu achei legal que o filme não apela pra isso. Conforme Lucy se desenvolve ela para de ter sentimentos. Achei interessante não tentarem segurar audiência com sexo, isso foi muito legal.

Enfim, "Lucy" definitivamente não era o filme que eu estava esperando. Sério, nada daquilo passou pela minha cabeça. Mas isso não significa que foi ruim.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

24.08.2014 - The Normal Heart

"Para ganhar uma guerra, você tem que começar uma"
[Já avisando que esse post pode conter alguns *spoilers* do filme, ok? Mas vou tentar não estragar nada :) E provavelmente vou chorar muito enquanto escrevo...]

Ontem, depois de três meses de espera, eu finalmente assisti à produção original HBO "The Normal Heart". O filme conta a história da lutra contra a AIDS na década de 80, quando a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida atingiu principalmente a comunidade homossexual.

Exatamente como eu estava esperando, o filme é muito bonito (sei que é um termo vago, mas vou descrevê-lo melhor). Sinceramente, eu chorei só com o trailer que saiu há alguns meses e com as partes "picotadas" que podem ser achadas no YouTube. Então eu fui tentando estar emocionalmente preparada pra tamanha sensibilidade; falhei miseravelmente.

A história do romance entre o escritor Ned Weeks (Mark Ruffalo) e o jornalista Felix Turner (Matt Bomer) se desenvolve enquanto a comunidade gay de Nova York se une para combater o então chamado "Câncer Gay", quando a doença é completamente ignorada pelo resto da população simplesmente por ser considerada "coisa de gay".

Ned e Felix, a primeira vez que se encontram

Como muitos sabem, a AIDS é uma doença impiedosa; que basicamente permite que um simples resfriado acabe com a pessoa imunodeficiente. Já é muito difícil de lidar, hoje em dia, quando existem drogas e coquetéis e tratamentos e, sejamos meio sinceros, o preconceito é bem menor. O que o filme mostra é como foi aterrorizante ser acometido por uma doença quase desconhecida, cujo tratamento era experimental e que era (e infelizmente, ainda é!) motivo de exclusão para muitos. Absurdamente assustador!

A luta de Ned contra o preconceito aumenta 100% quando Felix é diagnosticado. A partir daí, começa uma incansável corrida contra o tempo para tentar salvar a vida do homem que ele ama, não importa o que ele tenha que fazer, e trazer  atona uma bruta realidade: eles estão condenados à morte e ninguém dá a mínima. Simples assim.

O filme tem uma série de cenas lindas, muito bem colocadas e bem escritas. As poucas cenas de sexo são muito pertinentes ao tema e não tem nada de sensacionalista, exatamente como um filme sério deve ser. Mas a maior parte nós vemos casais comuns tentando sobreviver (ok, chorei como um bebê na cena em que está tocando "I'll Survive" numa festa porque... Sobreviver!)



 »Tenho uma queda especial por jazz, então a cena da dança ao som de "The Man I Love" partiu meu coração em particular. Mas não tenho uma cena favorita...






Não vou contar o final porque, SÉRIO, esse filme merece ser visto! Assistido com o coração e a mente aberta!

As atuações são maravilhosas, mas eu sou obrigada a chamar a atenção pro casal principal: Mark Ruffalo e Matt Bomer. Sou fã de Ruffalo há bastante tempo (comédias românticas, julguem) e o explosivo e impulsivo Ned foi o papel mais diferente em que eu já o vi. E, como acompanho o trabalho dele em "The Avengers", eu fiquei muito feliz em não ver nem um pingo de Hulk em sua atuação. Com certeza, Mark é minha aposta no Emmy de Melhor Ator em Telefilme, hoje à noite.
Ruffalo como Ned


















Matt Bomer também se sobressai como Felix, na minha opinião. Mais famoso pelo papel protagonista "White Collar", ele me surpreendeu como um homem apaixonado que sabe que está morrendo e mesmo assim tenta se manter positivo, e mostrou que seu charme vai muito mais além do que aqueles olhos azuis que Deus lhe deu. Seu Felix é doce e otimista, o tipo de pessoa que é fácil gostar. Sua fé é tocante; o momento em que ele pede a Deus mais um ano e promete comer todo o espinafre me fez chorar muito. Matt também é minha aposta como Melhor Ator Coadjuvante de hoje.

Bomer como Felix














O longa também conta com Julia Roberts, no papel da dra. Emma Brookner, que mesmo presa à cadeira de rodas, tenta ajudar a causa; Taylor Kitsch, como Bruce Niles, o presidente da Comunidade Gay de NY, cujo namorado é vitima da AIDS e é totalmente negligenciado pelo sistema de saúde (o corpo é jogado numa lixeira! Essa é uma das cenas mais fortes do filme); Jim Parsons (sim, o Sheldon de "Big Bang Theory"), como Tommy Boatwright, deliciosamente desbocado e irônico; Joe Mantello, cujo personagem Mickey tem um dos discursos mais bonitos do filme todo; Alfred Molina, o irmão "hétero e perfeito" de Ned, vivendo sobre a tênue linha entre o amor pelo irmão e o preconceito, entre outros...

Não é a toa que "The Normal Heart" está concorrendo em várias categorias do Emmy de hoje e, honestamente, espero que ganhe. Essa é uma mensagem que vale a pena ser divulgada, uma história de amor que merece ser contada. Não o amor entre duas pessoas, mas um amor pela vida que é comum em todos nós.



LINKS: 

- Trailer de "The Normal Heart" -  http://www.imdb.com/video/imdb/vi2749541657?ref_=tt_pv_vi_aiv_1  
(disponível no IMDB)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

31.07.2014 - Estreia de Guardiões da Galáxia



I-I-I I'm hooked on a feeling...
Yay! Eu estava esperando por esse dia desde o começo do mês, acho que até antes! Não faço ideia de porque, afinal eu nunca tinha ouvido falar de Guardiões da Galáxia até anunciarem o filme (ok, podem começar a jogar as pedras agora!), mas eu estava muito animada desde que vi o trailer!

O filme começa com a história de Peter Quill (em 1980 e poucos) desde quando ele perdeu a mãe até o momento em que é abduzido e levado para o espaço de forma misteriosa. Então encontramos Quill mais velho, acho como o "lendário" ladrão Star-Lord, roubando um artefato que nem ele tem certeza do que é.

Peter "Star-Lord" Quill. O lendário ladrão.
Bom, não vou estragar o roteiro, mas de alguma forma misteriosa de filme TUDO dá errado pra ele e acaba conhecendo a assassina muito bem treinada Gamora (Zoe Saldana, a Tenente Uhura de Star Trek, a Neytiri de Avatar...), que também está atrás do artefato para comprar sua liberdade...

Não se engane. Essa mulher é uma arma!
... e os caçadores de recompensa Rocket Raccoon (sim, ele é um guaxinim! E é dublado pelo  Bradley Cooper) e Groot (ele é uma árvore e é provavelmente a coisa mais fofa do filme! Vin Diesel, pessoal!).

Provavelmente o mais esperto do grupo. É é um guaxinim!!



Os quatro acabam lutando no meio da rua o/ (uma das melhores cenas, na minha opinião) e Yay! Vão pra prisão! (onde várias outras cenas engraçadas acontecem, inclusive uma piada sobre roubar a perna mecânica de um cara!)



I. AM. GROOT!



Na prisão, eles encontram o quinto e último membro do grupo: Drax (Dave Bautista), também conhecido como O Destruidor. A história de Drax é uma grande tragédia: a esposa e a filha dele foram mortas por Ronan (Lee Pace), o vilão do filme, e então ele vem buscando por vingança. Nada melhor do que se juntar a um grupo de malucos que pretendem fazer algo louco, certo?

A cena da fuga da prisão também ficou muito, muito boa!

Drax, o Destruidor.
O mais engraçado do filme é, com certeza, os anti-herois se esforçando para salvar a galáxia (em uma parte do filme eles decidem que essa é a coisa certa a se fazer e, apesar de não terem nenhuma moral, resolvem fazer a coisa certa pra variar um pouco) e depois de várias cenas emocionantes... O final.

Vocês já devem imaginar como o filme termina (já que o dois já foi anunciado), mas eu vou deixar em off aqui. Só vou comentar que sai do cinema apaixonada por uma árvore e por um guaxinim (como se eu precisasse de mais problemas na minha cabecinha...), muito contente por ter esperado esse tempo todo e, como sempre, depois da cena pós créditos.

(Pra quem não entendeu a cena pós-créditos: aquele pato que aparece com o Colecionador [Benicio del Toro, btw~], não é um qualquer. É Howard, the Duck, personagem da Marvel dos anos 70, do mesmo criador que Guardiões da Galáxia.)

What a bunch of A-holes :)

Ri demais durante o filme, teve cenas que me deram vontade de chorar e tenho que admitir que a Marvel está cada vez melhor em fazer filmes... Boa escolha de elenco (alguns desperdícios, como Glenn Close, que mal aparece!), bom timing, ótima trilha sonora (vou postar a OST aqui, porque é realmente muito boa!) e um final satisfatório, com aquele tom de "Quero continuação!" (ou "Me acordem quando o dois sair" [FUNCIA, E. 2014]).

Lista da trilha sonora, que é parte muito importante do filme,
visto que Quill está sempre acompanhado de seu
toca-fitas.
Agora, meus fatos favoritos! O Groot, a árvore, é dublado pelo Vin Diesel, famoso por filmes como Velozes e Furiosos, Triplo X e Riddick, filmes de pura ação. Até aí tudo bem, querer variar na carreira e dublar uma árvore. Mas o cara dublou o personagem em TODOS os idiomas! 
Sim, Groot só sabe falar um frase ("I am Groot"), mas, pra mim, foi muita consideração aprender a falar isso em vários idiomas. Isso foi muito legal!

We are Groot <3

E vou terminar com Groot dançando ao som de "I want you back", do Jackson5 (quase certeza de que era essa a música), porque é muita fofura! Créditos ao gifmaker, que, infelizmente, eu não sei quem é :(

Que amor!!!
Já quero ver de novo!!