sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Centenário de Geraldo Felipe

Esse ano, meu querido avô faria 100 anos. Como acabei de voltar de viagem (amanhã conto com mais detalhes, acabei de chegar exausta do Rio), fiz apenas um texto pequeno pra homenageá-lo.
E, aleatoriamente, encontrei inteira a poesia que ele recitava para mim. Toda vez que nós nos encontrávamos pela casa ele me dizia: "Carolina di corài" e me ensinou que eu prontamente deveria responder: 'lèa sö che i canta i gài".

Então eu deixo aqui o meu "Feliz aniversário" pro meu primeiro melhor amigo, meu maior conselheiro, minha maior saudade, voz da minha consciência, minha inspiração. O que primeiro me compreendeu, amou e confortou. 
Todos os dias sinto sua falta, vô Geraldo. Penso no que você falaria ao me ver hoje, na faculdade. O que diria dos caminhos que resolvi trilhar, das decisões que resolvi tomar, da vida que escolhi construir.

Hoje, justo hoje, eu encontrei os versos que você me dizia. É seu aniversário e quem ganha presente sou eu?
Piccole Filastrocche
1) Caterina di corài
Caterina di corài,
lèa sö che i canta i gài.
I canta i gài e la galìna:
lèa sö che l’é matina.
L’è matina, l’è mesdé:
lèa sö a fa ‘l café.
Ol café l’è bèla e fàcc:
lèa sö a petenàss.
L’è passat ol carussù:
gh’era dèt ol capelù.
Gh’era dèt ol so fradel
co la piöma sòl capèl.


Há dez anos meu avô me deixou, quando eu tinha 9 anos. E eu fiquei sem saber a tradução ou como se escreviam aqueles versos. 







Nenhum comentário:

Postar um comentário