quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Exposição Stanley Kubrick - 09.01.14


Poster na entrada do museu

(Meio atrasado, mas eu só tive a ideia de fazer o blog hoje e fui na exposição dia 09 [quinta-feira passada], mas o que vale é a intenção, não é o que dizem?)
Pois bem, a exposição, que aconteceu no MIS (Museu da Imagem e do Som) do dia 11.10.13 ao dia 12.01.14, era totalmente dedicada ao diretor norte-americano Stanley Kubrick (1928-1999).
Eu e minha irmã estávamos doidas de vontade de ir, afinal não é sempre que se tem uma oportunidade dessas... Então resolvemos fazer dessa oportunidade um passeio em família e fomos todos: eu, meus pais e meus irmãos.

Moro em SP a minha vida toda e nunca tinha ido ao MIS, então podem ter certeza que eu fiquei boba ao ver o museu. E ao ver a ENORME fila pra comprar o ingresso da exposição! Com o pensamento de evitar fila e tumultos (meus pais não aguentam lugares muito lotados), não fomos na terça (que era de graça). 

Os ingressos saíram por R$10 (como somos todos estudantes, pagamos só R$5). Sim, só isso pra ver curiosidades dos filmes e peças originais utilizadas por ele. E o lugar também foi muito bem organizado, com limite de pessoas.

Nas primeiras salas eu não tirei nenhuma foto porque a anta (-oi), deixou o celular na bolsa que tinha que ficar no guarda-volumes. Mas, quando chegamos na parte de "O Iluminado", meu pai ofereceu o celular dele \o/ porque ele fazia questão dessa foto:
Quem não conhece os vestidinhos das gêmeas Grady, que tanto perturbam o Iluminado do filme?
  Admito que fiquei um tempão olhando cada detalhe mínimo dos vestidos.
Here's the axes!
Outra cena marcante do filme é a que Jack (vivido pelo Jack Nicholson) destroi a porta do banheiro onde sua esposa Wendy (Shelley Duvall) estava escondida com um machado, gritando "Here's Johnny!".

A sala de "O Iluminado" foi montada para parecer o corredor do Hotel Overlook, do romance de Stephen King e do filme de Kubrick. As peças exibidas estavam dentro de armários imitando as portas dos quartos; conforme o visitante fosse andando, podia ir abrindo e fechando os quartos, muito legal. 
Infelizmente, eu não tirei foto da máquina de escrever de Jack (e vou me bater eternamente por causa disso).
Para criar um climão, a "música ambiente" era o barulho da maquina de escrever (aquelas deliciosas marteladas nas teclas). A sala não era recomendada para pessoas sensíveis.

Na sala dedicada ao filme "Barry Lyndon", estavam expostos os figurinos, uma vez que este filme ganhou o Oscar de Melhor Figurino em 1976. E eu tenho que afirmar que eram bárbaros. Esse vestido da foto era muito lindo; e o mais bacana é saber que as roupas foram confeccionadas no século XVIII.


Na mesma sala estava exposta a câmera utilizada por Kubrick nas filmagens de "Barry Lyndon".


Então, entramos na sala do meu filme Kubrick preferido, o primeiro que assisti: "Lolita" de 1962. A sala era totalmente lolita, em tons de cor de rosa e vermelho, a música tema do filme tocando bem alto no ambiente, um puf cor de rosa peludinho no centro e cenas do filme sendo exibidas em um enorme par de óculos em forma de coração. Mais Lô impossível.


Num quadro na parede, estavam estes encartes do filme, um cd com a trilha sonora. Logo abaixo (a foto não ficou boa, por isso não postei), estava uma carta recebida por Kubrick desmotivando-o a dirigir um filme sobre tão infame romance. Lembrando que, quando apresentou a ideia aos editores Vladmir Nabokov (autor do livro), também foi desmotivado a tratar de tão delicado assunto.

(só um PS, pra quem nunca ouviu falar sobre Lolita, é a história de "romance" entre um homem maduro e uma garota de pelo que me lembro 12 anos. Apesar do tema pesado, tanto o livro quanto o filme são bastante leves, na minha opinião)

Na sessão seguinte... 2001 - Uma Odisseia no Espaço. Ok, vou admitir: nunca assisti. Mas não deixa de ser um clássico do diretor. E a montagem da sala também foi magnífica (vide vídeo nos links abaixo).

Vista de cima da sala de "2001 - Uma Odisseia no Espaço" 1968

HAL, o computador.
Três letras, um grande problema.
Eu, meu pai e minha irmã  ficamos quase um dia pra lembrar qual era o nome desse computador. Sério.
Figurino de "Spartacus" (1960)

Talvez o filme mais polêmico que já assisti. "Laranja Mecânica", provavelmente, vai ser sempre polêmico.
A sala estava muito bem montada, cheia de aparelhos televisores, para que o visitante se sentisse passando pelo mesmo tratamento Ludovico ao qual o protagonista Alex DeLarge (Malcom McDowell) é submetido. Pelo menos podemos piscar.
Nenhum bar deve ter uma decoração tão bizarra quanto essa lol
 Enfim, não é uma sala agradável de se ver com seus pais (risos). Mas foi muito bem montada. Espelhos nos tetos, estátuas nuas e com um certo quê de desagradáveis, cenas da ultraviolência do filme passando nos televisores.
Manequim vestido com as roupas de Alex DeLarge, em pose característica
Se alguém despreparado entrasse nessa sala, com certeza sairia em choque traumático. Ainda bem que não foi o meu caso :)

Cartaz de "Nascido para Matar" (1987)
Outro filme que nunca assisti (mas está na minha lista há alguns meses). A sala era montada para parecer um dormitório do exército, com bandeira, beliches e tudo mais. Um helicóptero pendia do teto sobre a escada na entrada da sessão e tocava bem alto "Surfin' Bird", do The Trashmen ("Don't you know about the bird? Wll everybody knows that bird is the word"). Como fãs de Family Guy, eu e meu irmão conhecíamos essa música de cor (o que não é grande coisa...)
Máscara de "De Olhos Bem Fechados" (1999)
Último filme de Kubrick (ele morreu no período de pós produção ,se não me engano), com Tom Cruise e Nicole Kidman como protagonistas. A sala era repleta de máscaras (que foram utilizadas no filme, claro) fabricadas em Veneza, e as paredes eram feitas de espelhos. Quando se olhava nos olhos das máscaras, esperando ver seus próprios olhos no espelho, era possível ver o outro lado da sala, onde acontecia a exibição do filme (com fones de ouvidos, para não atrapalhar ninguém). Deixava uma lição bem básica: nem sempre encontramos o que esperamos atrás das máscaras.
A música de fundo dessa sala era a melodia no piano de Gyorgi Ligeti (disponível online pra quem quiser procurar), dando um ar meio tenebroso a sala.

Tudo muito bonito, bem montado, nos mínimos detalhes. Fascinante poder ver de perto todas as peças de filmes que, se não são clássicos, marcaram época e foram transcendentais. 

Algumas dessas peças serão vendidas dia 19.01, no MIS, como postei num dos links abaixo, ou seja, alguns felizardos poderão levar pra casa algumas lembrancinhas. 

(Eu tirei mais de 100 fotos dentro do museu, mas não postei todas porque algumas não ficaram tãão boas e o post ia ficar muito cheio de fotos~)

Links interessantes:
Página oficial do MIS sobre a exposição. << http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1393>>.   Acesso em 16.01.14

"Público poderá comprar peças cenográficas da exposição sobre Kubrick no MIS".  << http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2014-01-14/publico-podera-comprar-pecas-cenograficas-da-exposicao-sobre-kubrick-no-mis.html>>.   Acesso em 16.01.14

Montagem da Sala "2001 - Uma Odisseia no Espaço" <<http://www.youtube.com/watch?v=TOR1OwOJac4&feature=youtu.be >>.    Acesso em 16.01.14

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